22 de abril de 2010
Aquele minuto
O sol chegou gritando pela janela do meu quarto este feriado. Acordei relutante, mas com planos para o almoço levantei. Tomei banho, café e arrumei a casa até chegar a hora de encontrar com as amigas ou, como gosto de dizer, las chicas. Não imaginava, mas estava a poucos passos de entrar em uma nova dimensão. Chegamos em peso, todas lindas na melhor produção de verão e, claro, muito gloss e salto alto. 2 seguranças na portaria “asseguravam” o nome na lista e liberavam a entrada. Então subimos e um portal abriu-se a minha frente. Cobertura duplex com o melhor da arquitetura e decoração, vista 360 graus, música no estilo café del mar a beira da piscina com open bar (detalhe: o melhor do champagne e vodka) e claro, o sol a brilhar por cima de todos ali presentes. Eram mais de 80 pessoas em menos de 200 metros quadrados. Uma festa bem planejada, garçonetes, seguranças, churrasqueiro, 4 DJs, alguns rolex e muita, muita bebida. Apesar de me sentir literalmente nas alturas rodeada do bom e do melhor e, a oportunidade de ver São Paulo das nuvens, no fundo nada daquilo me era real, não naquele minuto. Mesmo assim não perdi a chance de me divertir, era como viver um capitulo de Sex in the City ou naqueles filmes de Las Vegas sem estar lá. Diferente e legal, mas nada real. Com certeza penso assim por viver algo longe disso, aquela vida onde acordamos as 5:30 da matina para pegar o transporte publico, ir trabalhar e voltar tarde da noite para um dia, lá na frente, conseguir uma cobertura como essa. Mas foi bom e curti cada minuto com a cabeça firme que era só aquele minuto.
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