11 de abril de 2010
Mi abuelito, mi angelito
Você veio caminhando em minha direção com passos firmes, mas em seu próprio ritmo. Não tem como enganar a idade, os cabelos brancos penteados a exatidão contam sua historia. A tradicional camisa branca e cardigan só me fazem lembrar a classe com a qual vestia-se todas as manhãs. Lembra da caminhada que fazíamos pelo bairro? Sentia que você era a única pessoa que me entendia, falávamos das borboletas às estrelas. Ao voltar para casa ia me apresentando para todos os vizinhos e contentes chegávamos a Av. Talleres, Córdoba onde a abuelita já nos esperava impaciente no portão. Na casita, não demorava muito para me sentar em seu colo e sentir a colônia que tanto gostava de usar. Você era como mi angelito, sempre a me compreender e proteger, alem de fazer com que a mamis não brigasse comigo (que era quase sempre). Há muito tempo você se foi e há muito que te levo comigo. As lembranças são poucas por ser muito pequena na época, mas caminham comigo por todas as partes. Gostaria de ir te visitar hoje e falar sobre a vida, das mariposas as estrellas e, claro, um poquito más. Não poderia mais sentar em seu colo, mas sua sabedoria e companhia seriam o meu eterno conforto. Espero que meus filhos possam receber este mesmo sentimento um dia de seu avô. Vou lutar para que isso aconteça. Para sempre mi abuelito, mi angelito.
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