Sempre fui apaixonada por São Paulo, uma cidade pulsante que parece nunca dormir. São ruas, avenidas, edifícios, casas, pontes, lojas, pessoas e árvores, ainda que poucas, mas que desenham esta metrópole com + de 40 milhões de paulistanos. Descoberta em 1554 por um grupo de padres jesuítas que subiu a serra e nela encontrou uma terra “sadia, fresca e de boas águas”. Hoje compreendo melhor estas palavras. Sadia, para aqueles que dão valor a terra e a fisionomia com a qual foi construída, fresca para aqueles que gostam de sentir sua brisa e com ela respirar o ar de oportunidades, boas águas para aqueles que possuem a coragem de desbravá-la. Não é uma cidade perfeita, mas como tudo na vida, temos que penetrar no coração dela para encontrar suas verdadeiras riquezas. Se puder um dia, de preferência no domingo e com sol vá explorar o centro. Só colocar mochila nas costas e percorrer cada forma sem medo. Você irá se surpreender com as descobertas do coração paulistano. São portões de ferro e bronze feitos à mão pelos artesões da época, paredes grossas de mármore importado da Itália, coloridos vitrais, palmeiras imperiais, as lindas esculturas no topo do Teatro Municipal, a visão de imponência do edifício Martinelli, o marco inicial da história registrada no Pátio do Colégio, a volta no tempo da Estação Luz entre outras construções que foram o ponto de partida da cidade que temos hoje. Conservadas por poucos e abandonadas por muitos, a degradação do centro da cidade é evidente, o preconceito por sua sujeira e mendigos também, mas o coração ainda está lá a bater e guardar um patrimônio valioso que ainda pulsa de esperança. Esperança que um dia seja tudo valorizado, ordenado para que os paulistanos sigam a experimentar cada um de seus sentidos e passá-los com gosto a seus filhos, netos, sobrinhos. É no centro que habita o coração da cidade.
19 de abril de 2010
O coração da cidade
Sempre fui apaixonada por São Paulo, uma cidade pulsante que parece nunca dormir. São ruas, avenidas, edifícios, casas, pontes, lojas, pessoas e árvores, ainda que poucas, mas que desenham esta metrópole com + de 40 milhões de paulistanos. Descoberta em 1554 por um grupo de padres jesuítas que subiu a serra e nela encontrou uma terra “sadia, fresca e de boas águas”. Hoje compreendo melhor estas palavras. Sadia, para aqueles que dão valor a terra e a fisionomia com a qual foi construída, fresca para aqueles que gostam de sentir sua brisa e com ela respirar o ar de oportunidades, boas águas para aqueles que possuem a coragem de desbravá-la. Não é uma cidade perfeita, mas como tudo na vida, temos que penetrar no coração dela para encontrar suas verdadeiras riquezas. Se puder um dia, de preferência no domingo e com sol vá explorar o centro. Só colocar mochila nas costas e percorrer cada forma sem medo. Você irá se surpreender com as descobertas do coração paulistano. São portões de ferro e bronze feitos à mão pelos artesões da época, paredes grossas de mármore importado da Itália, coloridos vitrais, palmeiras imperiais, as lindas esculturas no topo do Teatro Municipal, a visão de imponência do edifício Martinelli, o marco inicial da história registrada no Pátio do Colégio, a volta no tempo da Estação Luz entre outras construções que foram o ponto de partida da cidade que temos hoje. Conservadas por poucos e abandonadas por muitos, a degradação do centro da cidade é evidente, o preconceito por sua sujeira e mendigos também, mas o coração ainda está lá a bater e guardar um patrimônio valioso que ainda pulsa de esperança. Esperança que um dia seja tudo valorizado, ordenado para que os paulistanos sigam a experimentar cada um de seus sentidos e passá-los com gosto a seus filhos, netos, sobrinhos. É no centro que habita o coração da cidade.
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