7 de maio de 2010

Hermanos

Boate nova na cidade, bem no coração da capital, o centro. Decorada no ar parisiense com veludo, chandeliers e som dos anos 90 com mix de black music de frente para a ponte da praça da sé, os vidros e o grande terraço deixavam a vista invadir a pista de dança que podia acontecer dentro ou ao ar livre. Belo cenário, mas como a vida já me mostrou, nada é belo sem a pessoa certa para dividir. Então lá fomos, 3 hermanos a bailar noite adentro. Sem receio ou medo de ser espontâneo, pulamos e agitamos a madrugada inteira como fazíamos ao brincar no jardim de casa com espadas e capas fingindo ser o super-herói do momento. Sim, crescemos, mas a única mudança foi a ocasião e endereço por onde passamos, da casa na árvore para a casa no topo do prédio. O sentimento seguiu, um sentimento sincero construído através da família e, que conecta um ao outro permitindo rir, dividir, chorar e pular as derrotas e conquistas da vida sem preconceito, julgamento. É como se um entendesse o outro naturalmente sem precisar de perguntas ou cara feia, só o estado de estar lado a lado, como hermanos. Simples assim.

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