21 de maio de 2010

O detalhe

Você fecha a participação no evento do ano. Inscrição de arrancar as calças, os grandes gurus do mercado na platéia e, ao que tudo indica, palestras exclusivas com peso-pesado do tipo CEO do CEO de uma mega empresa ao microfone a lhe apresentar cases inimagináveis de estratégia e negócios. Tudo parece perfeito e pontual como um relógio suíço se não fosse por apenas 1 detalhe, o guardanapo. O guardanapo em falta na farta mesa do coffee-break. Hoje um guardanapo, amanhã o celular que toca no meio do funeral e outro dia, a unha preta no pé daquela mulher ma-ra-vilhooosa que levou para jantar. Os detalhes não fazem a diferença na situação ou evento. Ele é a diferença, não apenas em uma bonita palavra e sim, um sentimento. O detalhe de fechar um trabalho “redondo” no escritório, cuidar das unhas dos pés por mais longe e escondida que fiquem à vista e até, cumprimentar seu velho amigo na data de seu aniversário com o velho e gostoso abraço de parabéns. Isso é o que difere do termo quase e perfeito. Razoável e memorável. Quando lhe perguntarem “Como foi?” O único que lembrará será o guardanapo. O detalhe que não estava lá.

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