27 de setembro de 2010
Qual o perímetro?
Já notou aquele cara folgado deitado na cadeira do cinema atrás de você com a lancha estacionada no seu ombro? E quando vai sentar no restaurante e a mesa ao lado fica batendo a cadeira nas suas costas? E aquela visita que vira sua casa de cabeça para baixo? Pois é, dividir um espaço coletivo é muito difícil. Seja com os amigos, família ou estranhos. Quando saber respeitar o próximo e ser respeitado? Eu acredito que o respeito pelo outro está dentro de nós, faz parte de nossa índole, mas algumas vezes esquecemos, principalmente quando somos muito íntimos ou distantes um dos outros. Um porque estamos tão habituados com a proximidade daquela pessoa que sentimos no direito de dizer e fazer o que bem queremos e, quando não conhecemos absolutamente nada do outro, simplesmente não damos importância a sua existência no mundo. Não há como medir o perímetro que se pode ultrapassar ou não, apenas um pouco de educação e, claro, respeito. Respeito de ver que o espaço do outro começa quando termina o seu.
22 de setembro de 2010
Explorando
Você já voltou no tempo e levantou relíquias da família antes deixadas de lado? Eu sim, e que linda viagem, cada tesouro, lembrança e descoberta. Aquelas que te levam ao passado, revivendo memórias e visualizando momentos tão bem guardados que esquecemos que ainda estão lá, em nossa história e corazón. A família toda sentada à mesa, da vovó até a criança mais pequenina da família. Talheres de prata, vinho selecionado pelo vovô. O livro de receitas passado de geração em geração com todos os segredos da velha cozinha. Resgatei até papel de bala e guloseimas que saboreava no meio das brincadeiras com os primos pelo jardim. E a máquina de escrever dos avós? Coqueteleira do tempo de estudante do meu pai? Garrafas com a primeira logomarca da Pepsi? Nada como voltar ao passado e reviver memórias tão bonitas que levam a descoberta de que o valor e amor está na simplicidade dos momentos divididos com quem amamos e queremos. Um dia tudo acaba, os objetos ficam como em um museu, marco do que um dia já foi, e você, o contador de histórias e explorador do amanhã.
16 de setembro de 2010
Vibe
Já escutei muito este termo. Uma hora em festa, outras nas propagandas e modo de falar para identificar aquilo que é a sua música, seu gosto, feeling, vibração. No entanto, esta semana notei quanto esta palavra, gíria entre os descolados, faz a diferença nas pequenas escolhas do dia-dia. Um exemplo fácil é a prática de esporte, qual deles proporciona a vibração que te faz ir até academia com vontade e suar sem parar? Qual a tribo, turma que tem a mesma vibe que você e sempre é bom estar junto? Quais os amigos com a mesma vibração que a sua para lhe fazer companhia em um jantar ou descida de moto até a praia? Aposto que como eu, você pode ter uma vibração e estado de espírito diferente a cada dia, então nada melhor do que procurar a pessoa, amigo ou ocasião com a mesma vibração. As chances de se sair bem, só aumentam. Lembrando que o contrário também pode dar certo, não existe regra e sim tentativa. Nos negócios o linguajar para a palavra é “alinhar idéias, alinhamento disso e daquilo etc. e tal” Pense, o que faz seu coração vibrar? É, provavelmente esse o caminho.
10 de setembro de 2010
Words create Worlds
Palavras criam mundos, fantasias e histórias. Palavras lidas nos livros. Palavras no meio de uma revista qualquer. Palavras do velho e sujo jornal de todo o dia. Palavras constroem mundos. A frase acima é de uma livraria chamada Anagram, localizada em Praga, que ainda preserva o estilo tradicional de uma livraria, aquela com porta de madeira pequena, semi-aberta em um prédio todo de tijolinhos. Um “bookshop” que sobrevive em tempos de Ipad, Kindle e outros e-readers, mas que além de vender livros, também estimula o hábito da leitura à sua volta. E, ainda, com uma bela campanha de incentivo deste hábito tão importante. Eu super apóio a leitura e entendo a expansão do mundo digital como parte da evolução natural da vida e tecnologia, mas desejo que o mundo nunca feche os olhos para aquele velho livro de capa-dura e papel estacionado na prateleira de um lugar qualquer. Afinal são as palavras em seu modo mais natural, no papel lhe trazendo um novo mundo, repleto de experiências e sonhos. Link da loja:http://anagram.noveranet.cz
5 de setembro de 2010
Chegou
O dia chegou. Levei cada minuto com calma como se não houvesse amanha. Comecei a pensar no caminho que faríamos juntos enquanto checava cada acessório, os mesmos que verifiquei no dia anterior. Tomamos café da manha no terraço vendo o dia despertar só para este dia. É, é hoje. Foi sair da garagem para sentir o ar encher meu peito, o coração vibrar na claridade, ou melhor, na realidade do dia. Um dia que chegou brilhando, sem 1 vento, a não ser aquele que cortávamos juntos na velocidade que íamos ganhando até chegar ao nosso velho destino, o parque. Não podia acreditar. Pouco a pouco sentia a pressão de cada pedalada no músculo, a trilha se abrir a nossa frente, suor escorrer pela pele, finalmente estávamos juntos de novo, par algo novo. Agora acredito.
3 de setembro de 2010
Gracias
O universo conspirou a favor e aqui estou, lar doce lar. Sem imaginar, muito menos esperar por isso, encontrei o canto perfeito. Aconchego para chamar de meu. Aquele que me recebe todo dia de braços abertos. Lar que guarda sonhos, medos, alegrias e tudo do meu ser. Um pedaço de terra no topo de tudo. Paredes que limitam o território e trazem segurança. Vista espacial para o planeta terra que o terraço consiga demarcar. Sol a brilhar por cada fresta e janela. Um lugar para desejar, confortar, dividir e apreciar por tudo que a vida pode ou não ser. Não importa o dia, bom ou ruim, tenho você, meu lugar no mundo. Gracias.
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