4 de março de 2012

Run, Forest, Run


Muitos conhecem o titulo acima, foi um grito de sobrevivência vivido por Forrest Gump, personagem de um filme interpretado pelo brilhante Tom Hanks. Bom, tirando os méritos do filme e voltando para a vida real,  assumo com transparência que nunca gostei de correr, pensava comigo - correr para onde? Simplesmente não entendia o prazer desse esporte. Sempre corri contra o relógio na entrega de projetos e trabalho, nada mais. Fanática por aventura, interação e natureza me dediquei a bicicleta, trilha e ali fiquei. Fiquei até ir de encontro com a perda de uma pessoa querida, que poderia colocar a perder a mais querida amiga. E assim comecei a correr. Em um belo dia de verão, onde o sol já começava a brilhar e colorir tudo a minha volta. Aos poucos comecei a entender, o prazer e simplicidade do esporte. Primeiro, você aprende a pisar o chão, a base de tudo, identificar sua passada estabelecendo seu ritmo e método de corrida. Em seguida ajusta a posição das costas, mãos, pisada e então a respiração. Tendo isso, você encontrou seu método de trabalho/treino. Depois disso, só resta olhar adiante e sentir seu corpo inteiro se mexer, quebrar-se todo com o impacto do seu pé no rígido concreto a sua frente. E em segundos, sentir seu corpo se encher de vida novamente para o próximo passo, o próximo impacto. Sem por um instante querer parar. Não importa o quê e quem te espera ao final do percurso. Você só tem um desejo: dar mais um passo e, outro e mais outro, como se tivesse que vencer aquele que acabou de deixar para trás. Um prazer e sentimento de superação tão profundo que nem eu sei bem como explicar. É como se ali, naquele momento, você fosse a única pessoa no mundo, fazendo o mundo girar, sem chefe, filhos, papagaio... É você, no seu ritmo, com 100% do seu corpo a superar nada mais que a si mesmo. Como no cena do filme que Forest começa a correr, com problemas nas pernas e todos gritam Run,Forest,Run! Ele sabia que dependia inteiramente dele superar cada passo, obstáculo. Nós somos nosso pior inimigo, por que não correr atrás do melhor que podemos ser?

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